Pastorais


ELES TAMBÉM PRECISAM DA
GRAÇA DO PAI – Tito. 2. 11
           Neste ano a Junta de Missões Mundiais (JMM), juntamente com todas as Igrejas da Convenção Batista Brasileira (CBB), estão de olhos voltados para o resto do mundo, especialmente, para o mundo árabe muçulmano. Portanto, se faz necessário informamos sobre algumas características fundamentais da religião islâmica. A palavra islamismo vem de islão, termo árabe que significa “submissão”. Sua data inicial é apontada como hégira (fuga), referente à fuga de Muhammad de Meca para Medina, em 632 d.C. Ele é visto pelos muçulmanos como o último profeta vindo de Adão. Muhammad ou (Maomé), era um mercador da Arábia que em determinado período de sua vida, alegou ter tido visões do Anjo Gabriel, que lhe teria ditado o conteúdo do livro sagrado: o Alcorão ou Corão. Sua mensagem resumida é: “Não há outro Deus a não ser Alá, e Maomé é o seu profeta”.
Com suas pregações e atividades ele conseguiu unir as dispersas tribos árabes em um único povo e uma única religião. Algumas bases fundamentais dessa religião: Shahada, esta é a principal, porque é a declaração de fé que se pronuncia da seguinte forma: “Não há outro deus além de Allah e Muhammad é o seu profeta [ou mensageiro]”. Salat, são orações pronunciadas em árabe cinco vezes ao dia, devem ser pronunciadas na Mesquita ou em grupo. Zakat, é o ato de dar esmolas, o muçulmano fiel deve tirar 2,5% (dois vírgula cinco por cento), dos seus ganhos para outros muçulmanos menos favorecidos, é também a ação social deles, dentro deste dever tem o sadaca, que é outra contribuição voluntária, mas que deve ser feita em segredo, como caridade espontânea. Sawn, ou jejum, deve ser feito no mês de Ramadam, um período de trinta dias considerado sagrado, neste período, do amanhecer até o por do sol. Eles se abstêm de comida, bebida e relações sexuais. Hajj é a peregrinação de todo muçulmano a “cidade santa Meca”, pelo menos uma vez na vida. No islamismo, Jesus (Issa), embora seja tido em alta conta, foi apenas mais um dos profetas. Chamá-lo de filho de Deus é considerado blasfêmia de alto grau, uma vez que seria comparar o ser humano a Deus. Para eles Deus não tem filhos.
E eis que uma voz dos céus dizia: este é o meu filho amado, em quem me comprazo. Mt. 3. 17;
Mas, todos quantos o receberam, deu lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; Jo. 1. 12.
É Clara a veracidade da Bíblia, diante do engano deles, o que nos resta é orar a Deus pela conversão do povo muçulmano, enquanto essa falsa religião se espalha por todos os continentes, devemos dobrar os nossos joelhos diante de Deus. Irmãos comprometam- se a orar a Deus por esse povo que precisa da graça do Pai. 
                                                     Pr. Rocha
 
Levantar – me – ei, e irei ter com meu Pai, e dir – lhe ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti; Lc. 15.18
                                                                                                          Em 20/03/11
                         De volta para casa do Pai
             É emocionante ler esta parábola do filho pródigo. Poderíamos até dizer que é difícil lê-la sem que corram algumas lágrimas em nossos olhos. Estamos vivendo os dias dos afastados da casa do Pai por diversos motivos. Existem aqueles que se afastam porque querem aproveitar a vida; alguns se afastam porque não encontram ambiente de convivência pacífica, há também os que se afastam porque querem tomar direções sem intromissão do Pai, e há outros, que saem por qualquer motivo; estes são insatisfeitos,  vêem todos ao seu redor como “cheios de defeitos”, nem o Pai, nem os irmãos, nem o ambiente, todos são dignos de desvalor. Infelizmente este é o contexto vivido por boa parte das famílias cristãs e Igreja. Não estamos isentos dessa realidade. Mas, há alguns fatores importantes aqui:
O primeiro é que existem motivos e circunstancias para que alguém queira sair. Lógico; esses motivos são criados por ele mesmo, são as razões pessoais. O filho pródigo queria a sua parte na herança que lhe era de direito, de certo tinha a confiança em si mesmo, em que construiria um grande império, talvez maior que o de seu pai.
O segundo é que existem tentativas de uma vida melhor longe da casa do pai, o desejo daqueles que saem é voltar em uma situação diferente, em que possam dar orgulho à família e encher a si próprio de orgulho. Essa história diz que ele até tentou; mais as chances lhe foram insuficientes, porque ele não parou para refletir, planejar e quem sabe, poupar sua herança. Ele não teve ao seu lado a boa orientação, o bom conselho, uma direção que lhe fosse saudável, porque antes, não quis.
O terceiro, ele sofreu uma derrota pessoal, moral e espiritual incalculável, porém, muito boa, porque tomou a decisão de voltar para casa. Nada deu certo. Seus planos por mais que fossem bons, estava em direção contrária a sua própria necessidade. Sair de casa daquela forma, feriu de maneira profunda o coração de seu pai, e acima de tudo um pecado contra o próprio Deus.
O resultado desse desatino, foi o reconhecimento de que longe da casa do Pai e de sua direção amorosa, ele não era nada e, não chegou a nenhum lugar. Portanto, voltar para os braços do pai e ser acolhido foi a sua melhor decisão, o final feliz. O que Jesus nos ensina é que nós não só precisamos, mas somos dependentes de Deus, podemos até tentar ir embora, ignorar o amor de Deus, mas o resultado é a dor, o sofrimento e a decepção. Por isso, devemos ficar quieto e se sairmos, temos que retornar antes que a noite chegue e não achemos mais o caminho de volta.
                                                  Pr. Rocha.       

 “Troca de experiências”

Abordamos esse assunto em nosso encontro de casais deste mês de Fevereiro. Foi muito rico para os casais que estiveram naquele encontro, pois aprendemos muito com cada história compartilhada. Mas o que de modo particular me deixou feliz, foi observar que cada casal que compartilhou sua história, acentuou com muita sinceridade, Deus como centro do seu casamento e paz conjugal. Esse assunto trabalhado dentro do tema  “Vida Conjugal – Construindo Juntos”, nos foi muito proveitoso por três aspectos fundamentais para o casal que queira uma vida conjugal duradoura:
Primeiro - precisamos nos unir para compartilhar as dificuldades do relacionamento conjugal. Nenhum relacionamento é “só flores”, especialmente o relacionamento conjugal. A maioria dos psicólogos e especialistas no assunto; acreditam e recomendam que os casais compartilhem uns com outros o seu dia-dia. Na medida em que isso ocorre há crescimentos para ambas as partes. Casais que não procuram saber sobre as experiências de outros acabam não aprendendo a resolver conflitos básicos, especialmente no inicio de sua vida conjugal.
Segundo – É necessário ouvirmos as experiências de alguém, porque isso nos ajuda a refletir e crescer. Nada há melhor do que encontrarmos saída em situações onde ao nosso olhar não a vemos. É bom termos um casal ou até mesmo um grupo de casais amigos, em quem confiamos para nos compartilhar suas experiências, a fim de nos ensinar a resolver conflitos comuns do relacionamento.
Terceiro – precisamos compartilhar a nossa própria experiência para ajudar os outros. Jaime Kemp, em sua série de comentários na Bíblia de estudos para a família, diz: “É imprescindível que o casal reserve um tempo diariamente para compartilhar suas experiências, expectativas, alegrias, e preocupações, para trocar idéias, tomar decisões e planejar – enfim, para abrir os corações”.  ( NTLH ). Cremos que este fator “ troca de experiências”, não é somente relevante; mas acima de tudo, fundamental para determinados casais e, especialmente para os cristãos que vêem em Deus e nas experiências compartilhadas, direções para sua própria vida conjugal. Crescemos juntos, agora vamos refletir cada vez mais a idéia de contarmos as nossas histórias e ouvir as histórias de nossos irmãos e amigos.                                                   
                                                                                                                                          Pr. Rocha.


Onde estão os outros?                   

E lhes recomendou: “A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao SENHOR da plantação que mande obreiros para fazerem a colheita. Lc. 10. 2


O pressuposto desse texto nos   remete a necessidade e a carência de obreiros para evangelizar os povos em todo mundo. Existem “muitos campos prontos para ceifa, e poucos colhedores”, ou seja, existem muitas pessoas em diversas nações e até mesmo em nosso país, cidade e bairro, pronto para ouvir o evangelho, e as Igrejas despreparadas para evangelizar ou não querendo fazê-lo. Jesus deixou seus discípulos com uma missão importantíssima: transmitir a maior mensagem de amor e salvação ao pecador. Muitos têm cumprido essa missão e o evangelho tem sido anunciado e a Igreja tem alcançado êxitos significantes. Ultimamente o Brasil tem sido conhecido como um grande celeiro de missões, e nós os batistas, temos uma parcela nessa missão, já há vários países contando com a presença do povo batista brasileiro enviados pela Junta de Missões Mundiais ( JMM ).
    Mas ainda deixamos a desejar em alguns aspectos. Reconhecemos a grandiosidade da seara, rogamos ( oramos ), ao SENHOR, mas falhamos quanto ao dever e comprometimento pessoal.  Precisamos entender que o dever é individual e ao mesmo tempo de todos, que é necessário o coletivo para que a colheita tenha mais qualidades. É necessário perceber que como diz o ditado popular: “uma andorinha só não faz verão”, alguns poucos colhedores não cumprem a obrigação de colher no tempo certo o trigo ou a cevada que o SENHOR da plantação ordenou. É necessário todo o conjunto. O que costumamos perceber na Igreja local é justamente alguns cristãos despreocupados com o valor do coletivo, e outros cheios de orgulho porque estão fazendo tudo sozinho, e ainda outros interpretando a Igreja como uma empresa secular; “já que alguém é pago, então não é necessário ajudarmos em sua tarefa particular, é sua obrigação”. Bom, o que queremos com este tema, é despertar alguns irmãos quanto ao seu compromisso para com Deus. Digo, primeiramente, um compromisso individual, a vida espiritual. E depois, o compromisso coletivo, qual tem sido suas contribuições, quanto à participação nos trabalhos e no financeiro da Igreja? Criticar o crescimento numérico, qualitativo e financeiro sem a sua participação, não é válido. E por fim, deixo esta pergunta: onde está você?  

                                                                                           Pr. Rocha.   


A Igreja Relevante no Mundo Contemporâneo

            Louvando a Deus e caindo na graça de todo povo. E todos os dias acrescentava o SENHOR à igreja aqueles que iam sendo salvos. Atos. 2.47       

          O versículo acima, refere-se a história da igreja primitiva, de como aquela igreja nasceu, cresceu e se desenvolveu a ponto de agradar toda a sociedade até certo tempo.
Isso nos chama atenção nos dias atuais e nos faz perguntar: o que realmente acontecia para que ela crescesse tanto e caísse na graça de todo povo? Um povo judeu preconceituoso, e outro gentil (gregos e romanos), hostil e dado a todas as formas de pecados.
            Na realidade existiam três aspectos importantíssimos que levaram aquela igreja a crescer tanto e ser o que foi.
1- Aquela igreja pregava o evangelho de forma pura e sadia.
       Anunciar a Jesus Cristo era o fator primordial dos crentes do primeiro século, eles entendiam que a mensagem de salvação teria que ser repassada de forma pura e com seu objetivo ímpar “salvar a todos os homens da condenação da morte eterna”. A mensagem e a doutrina dos apóstolos não estavam pautadas na mercadoria e tão pouco na barganha vistas nos dias atuais. E mais, a igreja primitiva, mostrou o motivo da sua existência no meio daquela sociedade hostil e desconfiada; ela mostrava sua cara, através de suas ações. Existem igrejas em determinados lugares tão silenciosas quanto à propagação do evangelho que as pessoas se perguntam: - Aquela igreja ali, é realmente uma igreja evangélica?
2-Aquela igreja tinha compromisso com a palavra pregada.
        Viviam o que pregavam de forma ordeira, o seu testemunho era visível a todos. Havia profunda continuidade naquilo que era ensinado; o texto diz: “e perseveravam...” é triste quando não vivemos aquilo que pregamos, fruto disso são os grandes escândalos que muitas ditas igrejas evangélicas estão envolvidas.
3- Aquela igreja convivia bem com todos e de forma respeitosa.
        “Louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo...” eles louvavam a Deus e eram favorecidos pela sociedade da época. O seu culto a Deus era vivo e constante, eles tinham respeito por todos e até por aqueles que rejeitavam a palavra. Como isso se faz necessário em nossos dias! Algumas igrejas acham que louvar e glorificar a Deus é incomodar as pessoas ao seu redor, é gritar alto e estridente, e ainda se ofender quando alguém reclama. Outras se sentem vitoriosas quando algum vizinho muda de perto delas e nem se quer perguntam o motivo. Falta de bom senso! Por outro lado, algumas comunidades são capazes de entrar na justiça, para que certas igrejas não venham ou até saiam de seu bairro ou região. Quando isso acontece, a igreja perde seu sentido e jamais será uma igreja relevante para o povo.
             Bom, nossa Igreja Batista Liberdade completa doze anos neste bairro. Temos passado por alguns percalços, mas também temos tido vitórias graças à Deus que nos sustenta e dirige nossa história. Que possamos nos espelhar na igreja primitiva a fim de sermos relevantes para essa população afundada em tantas misérias e pecados.

                                                                                                                                     Pr. Rocha.